Latinório moderno - PT

Fundação Latinitas

Numa roda de verão, entre amigos, falava-se das vantagens de incluir aulas de Latim no Ensino Médio, com vêm fazendo algumas poucas escolas do país — entre elas, o Leonardo da Vinci, de Porto Alegre, cujo programa de Língua Portuguesa é por mim coordenado desde a fundação. Um dos participantes, defensor ardoroso do idioma de Virgílio e de Ovídio, tomado por um entusiasmo classicizante, sentenciou, definitivo: “E tem mais: o Latim não é uma língua morta, como dizem por aí!”. Disse, e olhou para mim, pedindo uma confirmação que eu não podia dar. Era um exagero, sem dúvida, mas ao menos, como consolo, eu respondi a ele com uma paráfrase da velha sentença Amicus Plato, sed magis amica veritas: “Olha, eu sou teu amigo, mas sou mais amigo ainda da verdade”. E concluí, repetindo as sábias palavras de um médico de minha cidade natal, lendário por sua incompetência, ao examinar um operário totalmente deformado pela explosão de uma caldeira: “Não posso dizer que esteja vivo, se bem que também não possa afirmar que esteja morto. O melhor é esperar alguns dias antes de enterrar”.

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