Mais que tática, tato - PT

Pompeu Magno

MAIS QUE TÁTICA, TATO

Os sucessos e fracassos de César e Pompeu dependeram também de um fator psicológico: o trato que deram a seus homens.

César, o hábil

Todos os autores coincidem em assinalar que César foi, antes de tudo, um magnífico condutor de homens. Mais do que um militar genial, foi alguém que soube eletrizar seus soldados com sua valentia e, sobretudo, compartilhando com eles todo tipo de fadigas e penalidades. Era duro, porém, justo e generoso, e não pedia nada que ele mesmo não fosse capaz de fazer. O resultado foi que seus legionários confiavam nele totalmente. Outra virtude inata era sua rapidez de ação, o que costumava surpreender seus inimigos. Não vacilava, o que dava a seus homens uma fé cega em suas possibilidades. Esse vínculo psicológico com seus homens foi um fator determinante em suas vitórias e compensava as carências que pudesse ter em outros âmbitos.

Pompeu, o altivo

Pompeu havia sido um excelente militar; no entanto, mais velho, as maquinações políticas o tinham subjugado. Diferentemente de seu inimigo, Pompeu foi manipulado pelo Senado, o que diluiu sua autoridade. Sua asma o debilitou fisicamente, e sua prudência se mostrou excessiva. Por outro lado, sua capacidade de liderança era mínima, assim como a confiança em suas tropas. Nunca compartilhou os reveses com seus legionários, o que, junto com a dureza com que os tratava, não gerava apoio. Diante dos soldados simples, Pompeu representava valores distantes, os dos ricos e decadentes senadores, aos quais era difícil se entregar. Isso explica como, apesar da sua superioridade numérica, acabou perdendo a guerra contra César.

Fonte: CARLOS LOSADA, Juan. La lucha contra Pompeyo. Historia y vida, Barcelona, n. 492, p. 46, mar. 2009.

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